O surgimento do Guzerá confunde-se com a origem da humanidade. Escavações realizadas no norte da Índia, encontraram a imagem de um touro desta raça em selos impressos em cerâmica e terracota nas ruínas de Mohenjo-Daro, Harappa, pertencentes ao período de 2300 a.C. Historicamente, a raça é apontada como sendo melhoradora das demais.

A raça foi trazida para o Brasil, na década de 1870, pelo Barão de Duas Barras, logo dominando a pecuária e tomando o espaço dos cafezais fluminenses. Surgiu como solução para o transporte dos vagões nas íngremes montanhas e também para a produção de leite e carne.

Com a abolição da escravidão, em 1888, os cafezais fluminenses entraram em decadência e os criadores de Guzerá foram, na época, os apologistas das vantagens e virtudes do gado, enfrentando a “guerra contra o Zebu”, promovida por cientistas paulistas e estimulada pelo Governo Federal.

Guzerá foi a raça de maior contingente no país até o início da década de 1920, quando surgiu a raça Indubrasil, produto da infusão de sangue Gir sobre o mestiço Guzonel (Guzerá x Nelore).

Na região nordestina, a raça Guzerá foi a única que sobreviveu, produtivamente, durante os cinco anos consecutivos de seca (1978-1983), provando sua alta rusticidade.

Atualmente, o Brasil é o principal centro criador da raça no mundo, e uma expressiva quantidade de material genético da raça vem sendo exportada para a Venezuela, Colômbia, Paraguai, México, Costa Rica e outros países.

O Guzerá Ramenzoni é mais um testemunho que comprova o desempenho impecável da pecuária brasileira, hoje alinhada com as melhores do planeta.